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Couro e Cabelo

Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

Couro e Cabelo

Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

Dia do PAI!

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Sendo hoje o Dia do Pai (em Portugal é celebrado no dia 19 de março, no Brasil é celebrado no 2º domingo de agosto, nos Estados Unidos e Inglaterra é celebrado no 3º domingo de junho...), e como não podia deixar de homenagear esta figura familiar paterna, hoje irei apenas debruçar-me sobre calvície masculina.

 

Apesar das causas que provocam a calvície (alopecia), serem muito semelhantes entre homens e mulheres, a alopecia androgenética, ou padrão de calvície masculino, é a causa mais comum da queda de cabelo entre os homens.

A calvície masculina é padronizada e previsível: começa habitualmente com um recuo da linha do cabelo nas têmporas, as chamadas "entradas", que depois alastra à coroa da cabeça, dando origem a uma mancha de calvície que vai aumentando progressivamente.

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Mas afinal o que é a Alopecia Androgenética?


Em algumas partes do corpo (a próstata, testículos, glândulas suprarrenais e folículos capilares), uma enzima chamada 5α-redutase transforma a testosterona numa versão bem mais forte: o hormona di-hidrotestosterona (DHT).

No couro cabeludo, o DHT provoca a miniaturização folicular: no ciclo de vida do cabelo, em cada ciclo que se inicia os folículos capilares vão diminuindo de tamanho, tornando o fio de cabelo cada vez mais fino. A fase de crescimento do cabelo (anagénica) fica cada vez mais curta, as fases de descanso (catagénica e telogénica) prolongam-se. Uma vez que a duração da fase anágenica é o que influencia o comprimento do cabelo, o comprimento máximo do novo pelo em fase anágenica é menor do que o pela anterior. Eventualmente, a fase anágenica é tão curta que o pelo acaba por nem alcançar a superfície da pele, e o único sinal da presença do folículo é um poro e os fios podendo parar de nascer por completo.

 

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Na maioria dos casos é a hereditariedade de impera, no entanto, a Alopecia Androgenética pode dever-se a causas hormonais específica, stress ou doença.

É mais comum a partir dos 25 anos, mas ocorre também em homens mais jovens.

 

O cabelo, como qualquer parte do nosso corpo, também reflete o nosso estilo de vida e qualquer pessoa, homem ou mulher, que goste de se sentir bem, o cabelo sará uma das suas prioridades.

 

Existem vários tratamentos disponíveis para manter a saúde do seu Couro e Cabelo, por isso, não desista, estamos nesta luta juntos!

 
 
 

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Tudo o que precisa de saber sobre: Espironolactona



Espironolactona, é um diurético aprovado para o tratamento de retenção de líquidos causada por uma variedade de condições, incluindo doença hepática e doença renal. No entanto, também é usado para tratar outras condições, incluindo:

  • tensão arterial elevada (hipertensão) 
  • insuficiência cardíaca 
  • hiperaldosteronismo


Recentemente, alguns médicos começaram a prescrevê-lo a mulheres com diagnóstico confirmado de Alopécia Androgenética. A Espironolactona geralmente é prescrita apenas quando outros tratamentos, como o minoxidil, não funcionam.

Este é um tratamento que está indicado exclusivamente para mulheres e apenas quando a causa para a queda é hormonal (saiba mais sobre outras causa para a queda de cabelo).

 

 


Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.
 
NUNCA opte por auto medicar-se.
 
 
 
Como funciona

A Espironolactona diminui a produção de androgénios como a testosterona que leva à diminuição da queda de cabelo provocada pela Alopécia Androgenética. A Espironolactona bloqueia a di-hidrotestosterona (DHT) existente no corpo por forma a que esta não se una com os receptores dos folículos capilares, prevenindo a queda de cabelo.

 

Foram publicados artigos científicos que revelam dados sobre a eficácia da Espironolactona para Alopécia Androgenética feminina:

 
"Oral Spironolactona therapy for female pacients with acne, hirsutism or androgenic alopecia"



Sinclair RWewerinke MJolley D.
"Eighty-eight percent of women receiving oral antiandrogens could expect to see no progression of their FPHL or improvement."



Famenini ShannonSlaught ChristaDuan Lewei, and Goh Carolyn
"Demographics of women with female pattern hair loss and the effectiveness of spironolactone therapy."
 
 
 
"Female pattern hair loss: a pilot study investigating combination therapy with low-dose oral minoxidil and spironolactone."


O que as pesquisas científicas têm mostrado é que a Espironolactona pode contribuir para retardar a progressão da Alopécia Androgenética feminina e até mesmo recuperar parcialmente os cabelos.

 

Os resultados

Espironolactona leva algum tempo para que se começe a ter resultados visíveis, na maior parte dos caso, após seis meses de tratamento começam a notar os primeiros resultados, mas existem casos que demora 1 ano, por isso não desanime se não vê resultados imediatos.

O seu médico deverá acompanhar o tratamento com regularidade (6 em 6 meses) e dependendo de seus resultados, poderá ajustar a dosagem.

 

 
 
Efeitos Colaterais

Apesar de ser uma medicação segura , deve-se ter atenção para possíveis contraindicações e efeitos colaterais da Espironolactona que dependem da dose da medicação.
Possíveis efeitos indesejados incluem: tensão arterial baixa, sonolência, cansaço, tontura, dor de cabeça, perda de peso e acúmulo de potássio. Níveis altos de potássio interferem no ritmo do coração, podendo causar arritmias.


Nos Homens

Perda de libido e infertilidade são associados ao uso masculino da Espironolactona.
A Espironolactona não deve ser usada para tratamento da calvície pelo risco de feminização.
 
 
Nas Mulheres
 
Os efeitos anti-androgênicos da Espironolactona podem predispor a irregularidade e maior fluxo menstrual, aumento e sensibilidade das mamas.
Não tem qualquer influência na perda de líbido associado ao uso feminino.
É teratogênica e, portanto, deve ser evitada por gestantes ou lactantes pelo risco de má-formação fetal.
Assim, se está a pensar engravidar deve planear com o seu médico qual o momento indicado para interromper o tratamento com Espironolactona.

 

 
 
 

Outros tratamentos contra Alopecia Androgenética

 

 


Já tomou Espironolactona?

Conte-nos a sua experiência, poderá ser muito útil para quem está agora a começar a sua luta contra a alopécia.

 
 
Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

Tudo o que precisa de saber sobre: Dutasterida

A Dutasterida foi patenteada em 1996, aprovada pela FDA para o tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata tendo sido introduzida no mercado no final de 2002 com a marca comercial de Avodart nos Estado Unidos e posteriormente introduzida em muitos outros países na Europa e América do Sul.
Atualmente já é possível adquirir as fórmulas genéricas.
A Dutasterida inibe as 3 formas de 5α-redutase, e pode diminuir os níveis de di-hidrotestosterona (DHT) no sangue em até 98%. O tratamento é eficaz e apresenta resultados comprovados na alopécia androgenética masculina e feminina.

Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.

 
 
NUNCA opte por auto medicar-se.




Como funciona

A testosterona é considerada a principal hormona masculina. Ela é produzida principalmente nos testículos, mas também em menores quantidades nos ovários das mulheres, e em ambos os sexos nas glândulas adrenais (ou suprarrenais).

A testosterona tem diversas funções no organismo. Ela promove o desenvolvimento do sistema reprodutor masculino do feto dentro do útero, as mudanças pelas quais os meninos passam durante a puberdade, incentiva o crescimento muscular, a conservação da densidade dos ossos, interfere nos níveis de energia e atividade física, no desejo sexual, na agressividade e em diversos outros aspetos.

Em algumas partes do corpo, como a próstata e os folículos capilares (estruturas onde os fios de cabelo são produzidos), cerca de 5% da testosterona corporal é convertida em di-hidrotestosterona (DHT), uma espécie de versão mais forte da hormona, pode ser de 2 a 5 vezes mais forte que a testosterona).

A di-hidrotestosterona (DHT) é fundamental para a formação do feto masculino (mais importante que a própria testosterona), participa do amadurecimento do sistema sexual dos homens durante a adolescência e regula o funcionamento da próstata, mas não parece ter muita influência sobre o crescimento muscular, a densidade óssea e outros sistemas onde a testosterona interfere.

O problema é que a di-hidrotestosterona (DHT) também pode fazer os cabelos caírem.
A hormona se conecta aos recetores androgénicos (5α-redutase) presentes nos folículos capilares e faz com que a fase de crescimento do cabelo fique cada vez menor, reduzindo progressivamente o diâmetro e a atividade dos folículos, podendo chegar ao ponto de fazer com que eles parem completamente.

O que a Dutasterida faz é é inibir a ação da enzima 5α-redutase, que é a responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). Com isso, os níveis de di-hidrotestosterona (DHT) no organismo são reduzidos, mas não há impacto significativo sobre o nível de testosterona no corpo.

 

Os resultados
 

Após três meses de tratamento capilar com a Dutasterida, já é possível perceber o fim da queda de cabelo. A medicação reage de formas diferentes, de acordo com cada caso.
De um modo geral, é recomendada a toma diária de 0,5 mg por dia durante quatro a seis meses para obter resultados.
Infelizmente os resultados não são permanentes: se o tratamento for interrompido, a calvície volta a avançar no ritmo normal e pode atingir os fios que cresceram.

 
Efeitos Colaterais

A respeito dos efeitos colaterais ainda não há informação 100% conclusiva que diga se a Dutasterida é absolutamente segura. Na maior parte da população não há efeito algum, mas em 2 a 5% da população esses efeitos existem.
 
 
Nos Homens

 

O efeito colateral mais conhecido e temido é a disfunção sexual. Homens que tomam a Dutasterida podem apresentar perda de libido e dificuldade em ter e manter a ereção. Ainda assim, o medicamento continua a ser receitado e utilizado. Faltam pesquisas contundentes sobre os riscos que ele apresenta para a vida sexual. Outros efeitos também já relatados: diminuição no tamanho do pénis ereto, diminuição do volume ejaculado e ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens).
 
 
Nas Mulheres
 
Não foi constatado efeitos colaterais em mulheres. É indicado apenas para mulheres com alopécia androgenética. Se a mulher tiver qualquer intenção de engravidar ou se está grávida, ela está proibida de tomar a Dutasterida ou até de manusear comprimidos esfarelados ou quebrados de Dutasterida. Por inibir a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), a absorção do medicamento por mulheres grávidas poderia causar anormalidades nos órgãos genitais de fetos do sexo masculino.
Assim, se está a pensar engravidar deve interromper o tratamento com Dutasterida 6 meses antes de engravidar. Após terminar a amamentação pode retomar o tratamento.
 
 
 
 

Outros tratamentos contra Alopecia Androgenética

 
 
 
Já tomou Dutasterida?
Conte-nos a sua experiência, poderá ser muito útil para quem está agora a começar a sua luta contra a alopécia.
 
 
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