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Couro e Cabelo

Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

Couro e Cabelo

Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

Alopécia androgenética: Diagnóstico

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Cabe a cada um de nós uma auto-análise do couro cabeludo para perceber se está com queda normal ou se a queda é excessiva.

 

Uma forma simples é, com ajuda de um pente, fazer um "risco ao meio" e observar a zona do risco: se notar que o cabelo está mais fino que o normal e notar que o couro cabeludo está mais visível que o normal; se seu cabelo for longo o suficiente para fazer um "rabo de cavalo", também pode notar que o cabelo que apanha está mais fino que o normal.
 


 
 
 

Se a queda de cabelo é contínua ao longo do ano e nota que o seu cabelo está a ficar ralo ou com zonas em que tem cada vez menos cabelo, deve procurar ajuda de um médico Dermatologista - Tricologista.
Ele não só avaliará a causa da queda, mas também aconselhar que tratamentos existem para estabilizar a queda de cabelo e estimular o crescimento de novo cabelo.

 
 
 
No entanto deverá ter em consideração alguns fatores:
  • Historial de calvície na família (pais, tios ou avós, tanto do lado materno quanto paterno);
  • Perda lenta e gradual dos cabelos, seguindo os padrões tradicionais de avanço da alopecia androgenética (escalas de Norwood-Hamilton, Ludwig e Savin);
  • Mulheres com síndrome do ovário policístico têm maior predisposição a desenvolver alopecia androgenética (a queda dos cabelos pode ser um sinal importante para descobrir a existência da síndrome);
  • Ausência de outros problemas de saúde como anemia, hipotireoidismo, deficiências nutricionais, desequilíbrios hormonais, infeções, etc.


Quanto mais informações você levar para o seu médico, melhor (inclusive fotografias onde seja visível a diferença ao longo do tempo). Ele deve examinar o couro cabeludo, fazer testes e descartar a suspeita de outros tipos de alopecia.

 
Se suspeita que a sua queda de cabelo poderá ser alopecia androgenética não adie e procure um especialista: Dermatologista - Tricologista. Quanto mais rápido for diagnosticada a causa, maior será a probabilidade de controlar ou mesmo reverter a situação.
 
 
 
E vamos à luta contra a alopecia...

 

Alopecia androgenética: O que é?

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A Alopecia Androgenética é, provavelmente, a forma mais comum de perda de cabelo em pacientes do sexo masculino. Apesar de também atingir mulheres de uma forma menos característica, a prevalência no sexo feminino é menor, e o diagnóstico, mais difícil.




Mas afinal o que é a Alopecia Androgenética?



Em algumas partes do corpo (nos homens: a próstata, testículos, glândulas supra-renais e folículos capilares; nas mulheres: as glândulas supra-renais e folículos capilares), uma enzima chamada 5α-redutase transforma a testosterona numa versão bem mais forte: o hormona di-hidrotestosterona (DHT).

No couro cabeludo, o DHT provoca a miniaturização folicular: no ciclo de vida do cabelo, em cada ciclo que se inicia os folículos capilares vão diminuindo de tamanho, tornando o fio de cabelo cada vez mais fino. A fase de crescimento do cabelo (anagénica) fica cada vez mais curta, as fases de descanso (catagénica e telogénica) prolongam-se. Uma vez que a duração da fase anágenica é o que influencia o comprimento do cabelo, o comprimento máximo do novo pelo em fase anágenica é menor do que o pela anterior. Eventualmente, a fase anágenica é tão curta que o pelo acaba por nem alcançar a superfície da pele, e o único sinal da presença do folículo é um poro e os fios podendo parar de nascer por completo.

 

Explicação mais pormenorizada:

Os dois androgénios predominantes naturais são a testosterona e a Di-Hidrotestosterona (DHT).
A testosterona é convertida em DHT pela enzima5α-redutase, que é composta por duas isoenzimas:tipo I e tipo II, ambas encontradas no couro cabeludo.
A ação biológica da DHT nos receptores andrógenos é mais potente que a da testosterona.O recetor de androgénio é necessário para o desenvolvimento de caracteres masculinos e, durante avida adulta, age no funcionamento de órgãos como o sistema reprodutor, testículos, músculos, fígado,pele, sistema nervoso e sistema imune.
O recetor de andrógeno tem um papel em várias doenças e traços hereditários, incluindo câncer de próstata.
O envolvimento dos andrógenos na Alopecia Androgenética é evidente:

  • Eunucos, sem androgénios, não desenvolvem Alopecia Androgenética, e indivíduos sem receptor de androgénio desenvolvem-se como mulheres, sem apresentar Alopecia.
  • De maneira similar, nenhuma Alopecia é vista no pseudo-hermafroditismo com ausência da 5α-redutase.
Outro achado importante é o aumento da concentração de DHT, 5α-redutase e recetor de andrógeno nas áreas do couro cabeludo com Alopecia Androgenética masculina. O mecanismo exato por meio do qual o androgénio age parece estar relacionado à expressão dos genes que controlam os ciclos foliculares.
 

Alopecia?!?

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Afinal o que é a alopecia?
 
Alopecia é a redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele. Apresenta várias causas,podendo ter uma evolução progressiva, resolução espontânea ou controlada com tratamento médico. Quando afeta todo os pelos do corpo, é chamada de alopecia universal.
 
 
As causas da doença são:

Androgenética é a causa mais frequente de alopecia entre homens, mas também afeta mulheres; começa a se manifestar entre a puberdade e vida adulta, tendo vários graus; como o próprio nome diz, é uma associação de fatores genéticos com a hormona sexual masculino, a testosterona.
Padrão alopecia androgenética (https://bit.ly/2CB9u1a)
 
Alopecia androgenética masculina (https://bit.ly/2oSXH4K)
 
Alopecia androgenética feminina (https://bit.ly/2CxRKDN)
 

Areata está relacionada especialmente a fatores autoimunes e seu agravamento é influenciado pelo emocional. A alopecia areata é caracterizada pela perda rápida, parcial ou total de pelos em uma ou mais áreas do couro cabeludo ou ainda em áreas como barba, sobrancelhas, púbis, etc. O renascimento dos pelos pode ocorrer espontaneamente em alguns meses, porém em alguns casos a doença progride, podendo atingir todo o couro cabeludo (alopecia total) ou todo o corpo (alopecia universal).
Alopecia areata (https://bit.ly/2NrCKfe)
 


Congénita está ligada a fatores hereditários, com ausência total ou parcial desde o nascimento.
Alopecia congénita (https://bit.ly/2Nts7Z5)


Traumática, também conhecida por alopecia de tração, tem origem em contusões ou lesões do couro cabeludo onde ocorre algum tipo de ação mecânica sobre o couro cabeludo. Isso acontece, por exemplo, em situações de pressão ou tração do cabelo, pós cirurgias, queimaduras, etc.
Alopecia traumática por tração (https://bit.ly/2CyuGox)


Tricotilomania ou Neurótica quando o indivíduo "arranca" os próprios cabelos conscientemente ou não.
Apolécia por tricolomania (https://bit.ly/2M7U2Jy)
Secundária ou Medicamentosa aparece após algum distúrbio interno dos órgãos (como por exemplo na tiroide), doenças, infeções, medicamentos (como por exemplo a quimioterapia, radioterapia, anticoagulantes ou envenenamento com mercúrio).

Alopecia medicamentosa (https://bit.ly/2QgvGk6)


Seborreica provocada pela dermatite seborreica do couro cabeludo é um distúrbio muito comum, onde pode ser observado escamação, coceira e eritema;contudo, é uma doença que raramente determina uma redução significativa dos cabelos.
Dermatite seborreica (https://bit.ly/2x2gNtR)
 


Dieta pobre em ferro são dietas que cortam o consumo de carne vermelha e vegetais fornecedores de ferro podem provocar carência de ferro no organismo, com isso o oxigénio não chegará em quantidade suficiente a bolbo fazendo com que os fios nasçam já enfraquecidos.
Alopecia por falta de ferro - anemia (https://bit.ly/2wVYHbZ)
 


Alérgica provocada por alergia ao glúten do trigo, à lactose ou À caseína do leite de vaca são os mais propensos à calvície; essa condição de alergia se manifesta em outros sintomas, porém pouco relacionada a isso.
Alopecia provocada por alergias alimentares (https://bit.ly/2MWSyXY)


Lúpus discóide
O lúpus eritematoso discóide é uma doença crónica e recorrente caracterizada por manchas arredondadas vermelhas de bordos bem definidos na pele. A sua causa é desconhecida e é mais frequente no sexo feminino e mais ainda em mulheres com cerca de 30 anos de idade. O leque de idades é muito mais amplo que o habitual para o lúpus eritematoso sistémico.
Alopecia provocada por Lúpus discóide (https://bit.ly/2xpls8a)



Tinea capitis
É uma infecção fúngica cutânea dos cabelos/pelos da cabeça causada pelos dermatófitos: Trichophyton, Microsporum ou Favus. É mais frequente em crianças, mais comum em meninos entre 3 e 7 anos, e rara em adultos.
Alopecia causada por Tinea capitis (https://bit.ly/2QzV0le)



Se nota que tem queda de cabelo, mesmo que seja ligeira, por tempo prolongado, não adie e procure um especialista: Dermatologista -Tricologista.
Poderá estar com alopecia e quanto mais rápido for diagnosticada a causa, maior será a probabilidade de controlar ou mesmo reverter a situação.
 
E vamos à luta contra a alopecia...

 

 

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