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Couro e Cabelo

Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

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Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

Champô com ou sem SAL?

Desde que optei por ter mais cuidado com o couro cabeludo e cabelo que decidi investir em produtos sem sal (nome científico Cloreto de Sódio - NaCl), normalmente aparece nos rótulos dos produtos como Sodium Chloride.

 

 

Sabemos que o cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal ou sal de cozinha, é essencial para a sobrevivência dos seres vivos pois regula a quantidade de água no organismo e é também um importante conservante de alimentos e um popular tempero.

 
 

 

 

O aumento excessivo de sal causa risco de problemas de saúde como a hipertensão arterial... Mas acho que ninguém está a pensar em beber o champô... 😏



E nos produtos de higiene e beleza?

Nos produtos de higiene e beleza o Sal (cloreto de sódio) é um espessante que torna o produto mais viscoso e a espuma mais densa. 
No caso do Champô SEM SAL o cloreto de sódio é substituído por por polímeros sintéticos: PVP, PEG 5 e 14M, Carmomers e as Alcanolamidas de Ácido Graxo de Coco.

Quase precisamos de ter um curso superior em Química cada vez que vamos comprar um produto tão essencial como o Champô... 😖

Por todo o lado se vê publicidade de champôs sem sal!



Mas afinal o cloreto de sódio (sal) faz mal ou não ao cabelo?
 

Depois de muitas pesquisas e de alguma leitura de vários artigos, uns mais científicos do que outros, concluí que o cloreto de sódio em baixa concentração não interfere na manutenção nem de cabelos quimicamente tratados nem de cabelos virgens, uma vez que se dissolve totalmente em água e não se liga à estrutura dos fios.

De onde terá surgido a teoria de que o sal estraga os cabelos? Da água do mar? Mas é incomparável a quantidade de sal que fica no cabelo quando mergulhamos no mar, com a quantidade de sal que existe num champô... Sem contar que na praia, ficarmos muito tempo com aquela quantidade de sal nos fios de cabelo, o sol, o vento, a areia, e a própria poluição da água do mar. 

A questão que surge relaciona-se, portanto, com a concentração de sal que pode estar em determinado champô. No mesmo estudo refere ainda que se um champô tivesse em grandes concentrações viria a destabilizar produto e, como tal, a sua concentração terá de ser obrigatoriamente diminuta.
Reforça ainda que os champôs ditos “sem sal” apresentam melhores resultados, uma vez que são usados diferentes princípios ativos e que a ausência do sal por si só não melhora o produto.

Um outro estudo refere ainda que o fio virgem exposto ao châmpo “com sal” não sofre alteração na estrutura da haste, mas admite que o fio com coloração apresenta alterações (descamação e fissuras), mas que não é o suficiente para afirmar perentoriamente que o cloreto de sódio faz mal ao cabelo e adverte também que os resultados estão dependentes dos compostos usados em shampoos “com sal” e “sem sal”, excluindo claro o próprio cloreto de sódio. Isto é, são os outros ingredientes que podem fazer a diferença.



Com esta pesquisa também concluí que se o champô faz espuma é porque tem Sal, quanto mais espuma fizer, mais sal ele tem. Ou seja, nenhum será isento de sal.
Na verdade, o cloreto de sódio nos champôs, é proveniente de uma reação química de tensoativos como o lauril sulfato de sódio ou o lauril éter sulfato de sódio. Logo, ele é um produto secundário. Portanto, se na embalagem disser que não contém sal, mas contém os tensoativos (nomes terminados em "de sódio"), o sal estará presente no produto, apenas surge nos ingredientes com outro nome, como por exemplo Acetato de sódio, Citrato de sódio, Carbonato de sódio, Cloreto de sódio, Cianeto de sódio, Nitrato de sódio, Nitrito de sódio, Fosfato de sódio, Sulfato de sódio, Sulfeto de sódio
Pois é... todos estes são classificados como sais.
 

Mesmo que os champôs contenham sal, ninguém tem com o que se preocupar, porque a quantidade é tão mínima (0,2 a 0,6%) que não é prejudicial para os cabelos.
E se que a quantidade de sal fosse alta, o tempo que estamos com o champô em contacto com o couro cabeludo e fios é tão curto que basta enxaguar no final com água doce que todo o sal é removido sem causar danos.
 
O que realmente é importante no momento em que escolhe o seu champô é o pH, os ingredientes para hidratação, nutrição ou restauração, como extratos, óleos e aminoácidos, etc.. Estes sim, são os elementos que fazem a diferença entre um bom champô de um mau champô.


Qual a sua opinião? Leu pesquisas que referem o contrário?
Partilhe as suas pesquisas para que juntas se torne mais fácil esta luta pela saúde do nosso Couro e Cabelo.


Bibliografia usada:
http://siaibib01.univali.br/pdf/Rubia%20Caleffi%20e%20Thais%20Rodrigues%20Heidemann.pdf
http://siaibib01.univali.br/pdf/Giulia%20Zanatta%20e%20Thamires%20Onofre.pdf


Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

Tudo o que precisa de saber sobre: Ciproterona

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Ciproterona é um derivado de progesterona, foi o primeiro antiandrógeno introduzido para uso clínico, desde 1964. Foi aprovada para o tratamento de cancro da próstata, puberdade precoce, doenças dermatológicas relacionadas a andrógenos (como acne, seborreia, hirsutismo e alopecia androgénica) e reduzir o desejo sexual de agressores sexuais. Combinado com etinilestradiol é usado como contracetivo oral desde 1997.

Ciproterona inibe a ligação dos andrógenos aos recetores da glândula sebácea, impedindo a passagem da testosterona para a di-hidrotestosterona (DHT) e diminuindo a produção de sebo.

 

Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.

 

 

NUNCA opte por auto medicar-se.

 

 

 

Como funciona

A testosterona é considerada a principal hormona masculina. Ela é produzida principalmente nos testículos, mas também em menores quantidades nos ovários das mulheres, e em ambos os sexos nas glândulas adrenais (ou suprarrenais).

A testosterona tem diversas funções no organismo. Ela promove o desenvolvimento do sistema reprodutor masculino do feto dentro do útero, as mudanças pelas quais os meninos passam durante a puberdade, incentiva o crescimento muscular, a conservação da densidade dos ossos, interfere nos níveis de energia e atividade física, no desejo sexual, na agressividade e em diversos outros aspetos.

Em algumas partes do corpo, como a próstata e os folículos capilares (estruturas onde os fios de cabelo são produzidos), cerca de 5% da testosterona corporal é convertida em di-hidrotestosterona (DHT), uma espécie de versão mais forte da hormona, pode ser de 2 a 5 vezes mais forte que a testosterona).

A di-hidrotestosterona (DHT) é fundamental para a formação do feto masculino (mais importante que a própria testosterona), participa do amadurecimento do sistema sexual dos homens durante a adolescência e regula o funcionamento da próstata, mas não parece ter muita influência sobre o crescimento muscular, a densidade óssea e outros sistemas onde a testosterona interfere.

O problema é que a di-hidrotestosterona (DHT) também pode fazer os cabelos caírem.
A hormona se conecta aos recetores androgénicos (5α-redutase) presentes nos folículos capilares e faz com que a fase de crescimento do cabelo fique cada vez menor, reduzindo progressivamente o diâmetro e a atividade dos folículos, podendo chegar ao ponto de fazer com que eles parem completamente.

 

 

Os resultados
 

Ciproterona pode ter um efeito inibitório leve sobre a 5α-redutase, mas quando combinado com um inibidor seletivo da 5α-redutase forte como é o caso da Finasterida ou Dutasterida, proporciona uma melhoria significativa na eficácia no tratamento.

 

 

 

Efeitos Colaterais

Como todos os medicamentos, apresenta alguns efeitos colaterais, entre os quais:

  • A utilização prolongada (anos) de Ciproterona a 25 mg/dia e em dosagens superiores pode levar a meningiomas.
  • O tratamento com altas doses da droga pode reduzir a função cortical adrenal.
  • Pode-se observar lassidão, diminuição da vitalidade e, ocasionalmente, agitação interna transitória ou humor deprimido.
  • Podem ocorrer variações no peso corporal.

 

 

Nos Homens

  • Reduz o impulso sexual e a potência e inibe a função das gónadas. Estas alterações são reversíveis após a descontinuação da terapêutica.
  • Devido ao seu efeito antiandrogénico e antigonadotrófico, inibe a produção de espermatozoides (espermatogénese) no decurso de várias semanas. A espermatogénese é recuperada gradualmente dentro de poucos meses após a descontinuação da terapêutica.
  • Pode levar ao inchaço da glândula mamária (chamada ginecomastia, por vezes associada a uma hipersensibilidade mamilar ao tato), que habitualmente regride após a descontinuação da terapêutica.
  • A carência androgénica prolongada pode, tal como acontece com outros tratamentos antiandrogénicos, originar osteoporose.

 

 

Nas Mulheres

 

  • Nas mulheres, a ovulação é inibida pelo tratamento combinado, existindo, por isso, uma situação de infertilidade que é reversível após a descontinuação da terapêutica.

 

 
 

Outros tratamentos contra Alopecia Androgenética

 
 

 

Já tomou Ciproterona?
Conte-nos a sua experiência, poderá ser muito útil para quem está agora a começar a sua luta contra a alopecia.

 

 

Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

 

 

Tudo o que precisa de saber sobre: Espironolactona



Espironolactona, é um diurético aprovado para o tratamento de retenção de líquidos causada por uma variedade de condições, incluindo doença hepática e doença renal. No entanto, também é usado para tratar outras condições, incluindo:

  • tensão arterial elevada (hipertensão) 
  • insuficiência cardíaca 
  • hiperaldosteronismo


Recentemente, alguns médicos começaram a prescrevê-lo a mulheres com diagnóstico confirmado de Alopécia Androgenética. A Espironolactona geralmente é prescrita apenas quando outros tratamentos, como o minoxidil, não funcionam.

Este é um tratamento que está indicado exclusivamente para mulheres e apenas quando a causa para a queda é hormonal (saiba mais sobre outras causa para a queda de cabelo).

 

 


Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.
 
NUNCA opte por auto medicar-se.
 
 
 
Como funciona

A Espironolactona diminui a produção de androgénios como a testosterona que leva à diminuição da queda de cabelo provocada pela Alopécia Androgenética. A Espironolactona bloqueia a di-hidrotestosterona (DHT) existente no corpo por forma a que esta não se una com os receptores dos folículos capilares, prevenindo a queda de cabelo.

 

Foram publicados artigos científicos que revelam dados sobre a eficácia da Espironolactona para Alopécia Androgenética feminina:

 
"Oral Spironolactona therapy for female pacients with acne, hirsutism or androgenic alopecia"



Sinclair RWewerinke MJolley D.
"Eighty-eight percent of women receiving oral antiandrogens could expect to see no progression of their FPHL or improvement."



Famenini ShannonSlaught ChristaDuan Lewei, and Goh Carolyn
"Demographics of women with female pattern hair loss and the effectiveness of spironolactone therapy."
 
 
 
"Female pattern hair loss: a pilot study investigating combination therapy with low-dose oral minoxidil and spironolactone."


O que as pesquisas científicas têm mostrado é que a Espironolactona pode contribuir para retardar a progressão da Alopécia Androgenética feminina e até mesmo recuperar parcialmente os cabelos.

 

Os resultados

Espironolactona leva algum tempo para que se começe a ter resultados visíveis, na maior parte dos caso, após seis meses de tratamento começam a notar os primeiros resultados, mas existem casos que demora 1 ano, por isso não desanime se não vê resultados imediatos.

O seu médico deverá acompanhar o tratamento com regularidade (6 em 6 meses) e dependendo de seus resultados, poderá ajustar a dosagem.

 

 
 
Efeitos Colaterais

Apesar de ser uma medicação segura , deve-se ter atenção para possíveis contraindicações e efeitos colaterais da Espironolactona que dependem da dose da medicação.
Possíveis efeitos indesejados incluem: tensão arterial baixa, sonolência, cansaço, tontura, dor de cabeça, perda de peso e acúmulo de potássio. Níveis altos de potássio interferem no ritmo do coração, podendo causar arritmias.


Nos Homens

Perda de libido e infertilidade são associados ao uso masculino da Espironolactona.
A Espironolactona não deve ser usada para tratamento da calvície pelo risco de feminização.
 
 
Nas Mulheres
 
Os efeitos anti-androgênicos da Espironolactona podem predispor a irregularidade e maior fluxo menstrual, aumento e sensibilidade das mamas.
Não tem qualquer influência na perda de líbido associado ao uso feminino.
É teratogênica e, portanto, deve ser evitada por gestantes ou lactantes pelo risco de má-formação fetal.
Assim, se está a pensar engravidar deve planear com o seu médico qual o momento indicado para interromper o tratamento com Espironolactona.

 

 
 
 

Outros tratamentos contra Alopecia Androgenética

 

 


Já tomou Espironolactona?

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