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Couro e Cabelo

Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

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Luta contra a alopécia: partilha de experiências e informações.

Alopécia androgenética: Tratamento

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Depois de ler muitos blogs com receitas milagrosas, sites de clínicas com tratamentos estranhos com nomes pomposos e explicações complicadas, depois de muita investigação, chegou o momento de partilhar os tratamentos para controlar ou mesmo reverter os problemas causados pela alopecia androgenética.

Tendo em conta que continuo a minha luta contra a alopecia androgenética, esta publicação estará sempre em atualização.



Não nos podemos esquecer que a alopecia androgenética é determinada pelo nosso perfil genético ou seja é uma doença para a vida.
Ao iniciar um tratamento deve ter em atenção que não é um tratamento temporário, mas sim um tratamento para a vida e, quando interrompido, o cabelo volta a cair.
Também deve ter em atenção que qualquer tratamento demora meses para se começar a ter resultados visíveis, não só por causa do normal ciclo de vida do cabelo, mas também pelos muitas anos que levou a detetar e diagnosticar o problema, causou danos que não se resolvem de um dia para o outro.

A persistência e paciência é o grande segredo para que qualquer tratamento.
Qualquer tratamento tem efeitos secundários principalmente os tratamentos sistémico (que atuam dentro do organismo).

Vamos analisar cada um mas qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.
 
 
NUNCA opte por auto medicar-se.
 
 
 


Alguns dos tratamentos sistémicos são:

- Finasterida (para saber mais sobre Finasterida clique aqui)
(também conhecido como Proscar, Propecia, Fincar, Finalop, Finpecia, Finax, Finast, Finara, Prosteride)
Medicamento antiandrógeno inibidor da 5α-redutase, a enzima que converte a testosterona em di-hidrotestosterona.

Finasterida ajuda a reverter o processo da calvície, levando ao aumento do crescimento capilar e à prevenção da queda de cabelo.


- Dutasterida (para saber mais sobre Dutasterida clique aqui)
A Dutasterida é um inibidor da 5α-redutase e, portanto, é um tipo de antiandrógeno, que inibe todas as formas de 5α-redutase, e pode diminuir os níveis de di-hidrotestosterona no sangue em até 98%.

A Dutasterida é aprovada para o tratamento da alopecia androgenética na Coreia do Sul e no Japão, na dose de 0,5 mg por dia. Verificou-se, em vários estudos, que o crescimento do cabelo nos homens melhora mais rapidamente e em maior extensão que 2,5 mg por dia de finasterida. A eficácia superior da dutasterida em relação à finasterida para essa indicação é considerada relacionada ao fato de que a inibição da 5α-redutase e a consequente prevenção da produção de di-hidrotestosterona no couro cabeludo é mais completa com a dutasterida.

- Espironolacton(para saber mais sobre Espironolactona clique aqui)
Comercializado em Portugal desde 1961 este medicamento é utilizada «off-label», ou seja alguns médicos prescrevem Espironolactona no tratamento de alopecia androgenética a mulheres. Além de ser um inibidor da 5α-redutase a sua maior eficácia verifica-se sobre os recetores de androgénio. A Espironolactona tem sido usada na dose de 50 a 200 mg por dia, idealmente durante 6meses, e os seus efeitos secundários estão relacionados com hipotensão postural,desequilíbrio eletrolítico e irregularidades menstruais (Mesinkovska, 2013).

- Ciproterona
A Ciproterona bloqueia os recetores de androgénio e diminui os níveis de testosterona através da supressão da hormona luteinizante e da hormona folículo estimulante (Varothai & Bergfeld 2012). A dose diária de ciproterona usada no tratamento da alopecia androgenética do padrão feminino é de 100 mg entre o 5º e o 15º dia do ciclomenstrual. Os efeitos secundários verificados com a administração deste fármaco são as irregularidades menstruais e o ganho de peso, para além do mais é contraindicado em caso de gravidez (Levy & Emer, 2013).

- Flutamida
É um antiandrogénio potente que bloqueia competitivamente a ligaçãode androgénios aos seus recetores. Um estudo efetuado sugeriu que a flutamida usada numa dose de 250 mg por dia resultou numa melhoria do crescimento do cabelo ao fim de 6 meses de tratamento. Como efeito secundário foi verificado hepatoxicidade, o que limita ouso deste fármaco na alopecia androgenética (Paradisi et al., 2011; Varothai & Bergfeld 2014).




Alguns dos tratamentos tópicos são:

- Minoxidil
Medicamento vasodilatador anti-hipertensivo. 

De uso tópico é utilizado para o tratamento da perda de cabelo. Ajuda a o crescimento do cabelo em pessoas com alopecia androgénica, independentemente do sexo. É percetível o seu efeito em cerca de 40% dos casos após 3 a 6 meses. O tratamento não deve ser interrompido para suporte contínuo dos folículos pilosos existentes e manutenção de novo fios.

- Cetoconazol
Medicamento antimicótico ou antifúngico derivado do imidazol de uso tópico (creme, gel ou champô), tradicionalmente empregado no combate a micoses, caspa e dermatite seborreica, e utilizado no tratamento da alopecia androgenética. Não está provado, mas suspeita-se que pode inibir localmente a ação específica do DHT nos folículos capilares. Vários estudos já apontam efeitos positivos na redução do avanço da alopecia androgenética, além de aumentar a densidade e a espessura dos fios, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas.

Alfatradiol
O Alfatradiol é um antiandrogénio que provoca um aumento da conversão de testosterona em 17β-estradiol e androstenediona em estrona, reduzindo a produção de di-hidrotestosterona, melhorando assim o crescimento capilar. O uso de Alfatradiol tópico a 0,025% tem vindo a ser descrito como uma alternativa, embora hajam estudos que demonstram alguma controvérsia na eficácia do tratamento (Varothai & Bergfeld, 2014).

- Fluridril
O Fluridil é uma antiandrogénio para administração tópica disponível na República Checa e Eslovaca para o tratamento da alopecia androgenética. O Fluridil dissolve-se no sebo e bloqueia o recetor de androgénio no folículo piloso, mas não é absorvido sistemicamente (Varothai &Bergfeld, 2014). Um estudo demonstrou que ao fim de 3 meses de aplicação diária de fluridilsolução a 2 %, existia uma maior quantidade de cabelos na fase anagénica (Sovak et al.,2002).


Tratamento cirúrgico:

- Transplante capilar
 
 
Prótese Capilar:
 
Não vou abordar muito esta hipótese por não considerar um tratamento mas sim um (último) recurso.
Nos casos em que a área dadora é insuficiente para a realização de um transplante capilar satisfatório, ou o paciente não possa ou não queira se submeter a um procedimento cirúrgico, as próteses capilares podem ser uma boa alternativa. Feitas geralmente com fios de cabelo naturais, implantados em uma base de material hipoalergénico fino e flexível, elas são aderidas ao couro cabeludo com adesivos especiais, que permitem que o usuário realize suas atividades normais (se exercitar, entrar na piscina, lavar a cabeça e dormir, por exemplo) sem precisar removê-las.
 
 
Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

 

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